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As propriedades terapêuticas da Água de Luso são reconhecidas desde o século XVIII.
Conheça os principais marcos desta histórica Estância Termal.
“Fr. Christovão dos Reis, carmelita descalço, e boticario no convento de Braga” escreve sobre as aguas dos banhos de Luso na sua obra intitulada “Reflexões experimentaes methodico botanicas”.
Data a partir da qual se terá usado o “Banho” para curar doenças de pele. Na “Notícia dos Banhos de Luso”, da autoria do Dr. António Augusto da Costa Simões, constatamos que a descoberta das virtudes terapêutas da água deve-se “(...) a um médico daqueles sítios, assistente na Lameira de S. Pedro, José António de Morais, clínico distinto, que dalli foi chamado ao Paço, e curara duma molestia grave a Srª D. Maria I que o brindou com o hábito de Cristo, com o privilégio da Casa Real, e com as honras e ordenado de Lente da Universidade.
Foi este médico que para ali encaminhou os primeiros doentes em 1775, pouco mais ao menos; fez os primeiros ensaios das molestias cutaneas."
Recebemos a notícia no “Aquilégio Medicinal” (1º. Inventário das águas minerais portuguesas), da autoria do Dr. Francisco da Fonseca Henriques, da existência de um “(...) olho de agoa quente, a que chamão o Banho ...”
Apesar do aproveitamento terapêutico do “Banho” se verificar somente meio século mais tarde, já nesta altura, o Dr. Francisco da Fonseca Henriques refere-se ao olho de água quente como sendo uma água terapêutica, com poderes medicinais.
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